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Brasil tem recorde de inadimplentes: 61 milhões com nome sujo

Quatro de cada dez adultos no país estão com o nome sujo por causa de dívidas em atraso. São 61 milhões de brasileiros.

“Eu estava afundado em dívida, deixei de pagar minhas contas para poder jantar à noite. Foi essa situação que eu cheguei”, contou Henrique.

O Henrique e tantos brasileiros. Muitos com uma história parecida.

“Perdi o emprego devido aos cortes de gasto da empresa”, disse.

Inadimplentes são aqueles com dívidas atrasadas. A empresa pode mandar o nome da pessoa para o Cadastro das Empresas de Informação de Crédito. Para contas telefônicas, isso só pode ocorrer depois de 90 dias. Nos outros casos, a média é de 30 a 45 dias de atraso. Esses são os que têm o nome negativado e é esse número que bateu recorde.

“Mais de 13 milhões de brasileiros desempregados. O desemprego, quando aumenta e fica em um patamar muito alto, ele praticamente destrói a capacidade de pagamento das pessoas. Isso acaba tendo um impacto muito dramático em termos da inadimplência”, explica Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Mas, infelizmente, esse número aumentou. Em abril, eram um pouco mais de 60 milhões. Em apenas um mês, 900 mil pessoas entraram para esse grupo que subiu para 61 milhões de pessoas. É praticamente a população da Itália e ultrapassa o número de habitantes da Inglaterra. Representa ainda quase metade da população adulta do Brasil. De casa dez brasileiros acima de 18 anos, quatro têm alguma conta atrasada.

Quem tem o nome negativado geralmente tem mais de um problema para resolver. Em média, são quatro dívidas atrasadas por pessoa. Em primeiro lugar, com bancos e cartão de crédito. Em seguida, com empresas que prestam serviços essenciais como água, luz e gás. E ficar sem esses serviços por falta de pagamento, aí é mais um problema.

A vendedora Cléa Randi conseguiu um emprego, renegociou a dívida com o cartão que ela agora promete usar com mais moderação. “Ai, estou feliz, vou aproveitar as férias de julho com os filhos agora”, disse.

Jornal Nacional: Pelo amor de Deus, não gasta demais.
Clea Randi: Não, pode deixar. Pode deixar.

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